Tudo novo (de novo)


Vida de expatriado é assim (e me solidarizo com você, se é o seu caso). A cada dois anos ou a cada vez que se aproxima um término de contrato vêm a pergunta: e agora, para onde vamos?

Nosso objetivo aqui não é minimizar as dificuldades deste processo, sabemos que elas existem e talvez está de “viver a cada dois anos” seja a mais desafiadora delas. Quero, com esse texto, te ajudar a ver as coisas com uma perspectiva além da dor e dificuldade. Na realidade do expatriado, emocionalmente podemos nos sentir tentados a não fazer, não conhecer, não criar vínculos tão profundos, não começar muitos projetos, afinal, logo nossa casa será em outra parte e eu terei que deixar todas minhas conquistas para trás, de novo.

Se você me permite, e embora eu entenda perfeitamente essa linha de raciocínio, deixa eu te dar um conselho curto e talvez um tanto quanto difícil: não faça isso. De dois em dois anos a vida passa. Projetos, histórias e vivências ficam para trás e não tem como recuperar. Eu sei que esse é um ato de coragem, se permitir viver intensamente, se permitir conhecer pessoas, criar laços e histórias mesmo sabendo que você não terá tanto tempo para aproveitar. Mas vale mais a pena deixar um país com uma “mala” cheia de frustrações e projetos sem execução ou com uma “mala” cheia de histórias, pessoas, lembranças, começos e recomeços?

Eu fico com a segunda a parte e te incentivo a ficar também. Obviamente a mudança pode vir como um alívio, afinal, pode ser que não tenha acontecido uma grande adaptação ao país e deixa-lo é uma espécie de libertação e recomeço. Mas ela também pode vir com dor, já que criamos vínculos, conhecemos pessoas e nos adaptamos aos lugares. Independente de qual seja a sua realidade com uma mudança sempre vem a possibilidade de recomeço.

Se permita viver ele da maneira que você necessita. Se dê tempo. Chore se precisar, respire fundo e recorde o quanto vocês já cresceram desde que esta jornada começou. Quanto experiência vocês já adquiriram, quanto amadurecimento, determinação e resiliência. Se abrace, se abracem e abracem juntos a aventura que é recomeçar.

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Talitha Vergara

Psicóloga e Imigrante

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