Filhos adolescentes e mudanças: como lidar?







Eu sei que o título desse post ficou com um duplo significado e é justamente essa a intenção. A adolescência, por si só, já é uma fase cheia de mudanças, incertezas, desafios, questionamentos e descobertas. Já parece um desafio bastante complexo lidar com as mudanças internas dos filhos, não é mesmo? Como dar conta de com além de todas as mudanças internas que um adolescente enfrenta submete-lo a uma mudança, por exemplo, de país?

A resposta vale tanto para mudanças internas como externas: aprenda a escutar seus filhos. Em um processo de mudança a decisão geralmente é tomada (e assim que deve ser) pelos adultos da casa. É o pai ou a mãe que recebem uma proposta de trabalho em outro lugar, que sonham com uma vida melhor para família, que decidem mudar. Eles tomam essa decisão pensando na família. O adolescente, em contrapartida, está cada vez menos voltado para a família e na fase de se conectar ao grupo e se reconhecer nele (o que é perfeitamente normal). É difícil para ele sair desse lugar, desse círculo de amizade que ele conquistou, muitas vezes, desde a infância e que agora começa a ganhar um pouco de liberdade. Alguém tirar ele desse meio é, quase sempre, “um balde de água fria”.

Embora essas importantes decisões sejam tomadas pelos adultos, vale lembrar que na cabeça do adolescente ele já é “praticamente um adulto” e é extremamente frustrante quando não tem sua opinião pelo menos escutada. Ele não se vê mais como uma criança que pode ser levada de um lado para outro com sua caixa de brinquedos. Embora, eu sei, que mesmo que para você, pai e mãe, ele(a) sempre será o “seu bebê”, tenho que te contar que essa já não é a realidade.

Chegou a hora de escutar: pergunte o que acha da mudança, se conhece alguma lugar para onde vocês vão, se existe alguma coisa que ajudaria ele(a) na adaptação. Inclua ele(a) em decisões em que é possível ajudar a tomar e principalmente: respeite seu sofrimento. Evite falas do tipo: “São só seus amigos, você vai ter outros.” “Lá a escola vai ser melhor.” “Não sofra.” E use fale coisas como: “Eu imagino que isso é difícil para você e o quanto você gosta dos seus amigos, mas você é um(a) menino(a) incrível capaz de fazer o que quiser, inclusive, se adaptar. Eu sei que não é o mesmo, mas eu posso te acompanhar a fazer tal atividade até você encontrar novos amigos. Estamos juntos nisso e isso é desafiador para todos nós. A gente consegue!”

Dê tempo ao tempo. Em um processo imigratório e na vida de pais de adolescentes: o tempo é um grande aliado.



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