A família expatriada e a arte de apoiar-se


A proposta de uma oportunidade para um membro da família trabalhar em outro país chega como uma montanha russa de sentimentos. No geral, existe alegria, afinal alguém que você ama recebeu um reconhecimento visto como, na grande maioria das vezes, merecido. E ao mesmo momento, ou de maneira próxima ao ponto alto da alegria, se pode experimentar a tristeza, medo, insegurança e diversas outras emoções, já que deixar tudo para recomeçar é um grande desafio.

A família expatriada tem a chance de desenvolver duas características extremamente importantes: capacidade de adaptação e apoio mútuo. O processo de adaptação, no geral, não é fácil, exige sacrifícios, mas principalmente exige que cada membro da família aprenda a se fazer responsável por seus próprios sentimentos, frustrações e dificuldades nesse processo. Quando as dificuldades na expatriação surgem, é fácil transformar o/a profissional que recebeu a proposta, em “vilã(o)”, e ser visto(a) como responsável de tantas perdas que a família ou ele(a) mesmo(a) enfrenta.

Nesse momento encontramos uma das grandes possibilidades de apoiar. Embora seja verdade que a mudança foi causada por uma proposta recebida por uma pessoa, ela é aceita por um grupo de pessoas (família) que decide apoiar esse projeto que traz possibilidades de desenvolvimento para todos os membros envolvidos. E por mais que possa parecer que a pessoas que recebeu a proposta só tem ganhos, ele(a) também está enfrentando diversos desafios. Todos vocês estão aprendendo a ser uma família expatriada, uma família que deixou coisas para trás, mas que tem uma infinidade de coisas para viver pela frente.

O sucesso do desenvolvimento de um bom relacionamento nesse processo, está baseado na capacidade de ouvir e acolher. Provavelmente, todos vocês vão sentir saudades de alguma coisa, neste momento, evite frases como, “a gente só está perdendo isso por causa de você!”. Se os ganhos são para toda a família, as perdas também são. Eu me arrisco a dizer que se existisse um curso que ensinasse o apoio mútuo ele seria chamado de expatriação.

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Talitha Vergara

Psicóloga e Imigrante

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